AFETIVIDADE

 

"Dar amor, respeito e educação... Amparo, saúde e proteção!

Toda criança tem seus direitos."

 

Paternidade não significa apenas dar um sobrenome ao filho, mas sim, assumi-lo com afeto e responsabilidade. Isto significa um compromisso com o filho, com a sociedade e consigo próprio, o pai da criança. O exercício da paternidade deve ser um desejo, um ato de amor que reflete um direito: o de ser filho. Jamais deverá tornar-se mera imposição.

Tornar-se pai é um dos acontecimentos mais importantes na vida de um homem. Daí nascerá um relacionamento afetivo que jamais deverá ser interrompido, pois, o desenvolvimento sadio de uma criança passa pela base psicológica de pertencimento, que nasce de uma boa relação entre pais e filhos.

Pais & Pais

As imposições sociais delegam aos pais o cumprimento de certos papéis que, sem a pretensão de criar rótulos estigmatizando tipos parentais, chamam atenção pela peculiaridade com que se repetem nos cenários familiares.

É conhecido aquele tipo de pai que busca cumprir com as propostas da sociedade, cuidando dos filhos para prover o materialmente indispensável, furtando-se ir além de suas possibilidades: ser um companheiro ou amigo, respeitando e impondo os necessários limites. Este pai preocupa-se com as cobranças, mas, nem sempre, está disponível para a convivência do dia-a-dia, oferecendo soluções aos problemas ou, envolvendo-se em atividades de lazer e afeto. Em um mero ensaio ilustrativo, poder-se-ia chamá-lo de “pai tradicional”.

Dando continuidade ao cenário de possibilidades parentais, observa-se o contraponto do “pai presente”. Este, além das convenções sociais, busca participação total na vida do filho, participa de sua educação, desenvolvimento físico, social, psicológico e amplia os laços afetivos para além da relação pai-filho, estabelecendo um vínculo sadio de amizade, companheirismo e confiança. O filho desta relação crescerá com a possibilidade de aperfeiçoar suas relações futuras, sabendo conviver e trabalhar em grupo, contribuindo com o crescimento geral do segmento onde se encontra inserido.

A realidade social contemporânea, infelizmente, ilustra outro personagem: “o pai ausente”. Este se traduz no pai que não é pai; não é amigo, nem busca ser. Não participa da vida do filho em nenhum aspecto. Limita-se, quando muito, a dar um sobrenome ao filho, sendo que em alguns casos nem há o reconhecimento legal. A herança que este pai deixa ao seu filho pode ser resumida em sentimentos de rejeição, mágoa, frustração e culpa.

 

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