"É educando que se constroi um bom caminho, com homens e mulheres conscientes!"

 

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Projeto - Justiça vai á Escola

 

 

JUSTIFICATIVA:

Quando nos deparamos com tantas perguntas e questionamentos realizados pelos educadores nas palestras de apresentação do Instituto Paternidade Responsável e seus respectivos projetos, nos perguntamos como poderemos atuar se formarmos uma equipe multidisciplinar, sabendo que o professor das escolas públicas, acaba sendo um pouco de psicólogo, enfermeiro, conselheiro, entre outras muitas funções que exerce no seu dia –a –dia.

A escola torna-se um centro de apoio da comunidade, muitas vezes é a única referência de educação e apoio que determinadas famílias possuem.

Analisando essa realidade percebeu-se a necessidade de ampliar o trabalho de pesquisa pondo-o em prática através da pesquisa de campo e contribuindo nas mudanças necessárias para estas famílias se solidificarem socialmente, culturalmente, materialmente e viverem com dignidade humana.

Pouco adianta pesquisas bibliográficas que relatam o alto índice de miséria, desemprego, alcoolismo, analfabetismo, gravidez precoce, mortalidade infantil, uso e venda de drogas, e outros casos sociais que são realizadas semestralmente e apresentado os gráficos destas situações através dos meios de comunicação. O “ art.5º da Constituição Federal de 1988, cita os direitos do cidadão”, porém não basta citá-los temos que buscar soluções de intervenções para modificar a realidade social deste município e quem sabe do país.

A equipe multidisciplinar que foi formada por acadêmicos estagiários voluntários, especialistas e profissionais de cada área (psicologia, direito, pedagogia, serviço social, ciências sociais) e tendo como coordenador o Juiz de Direito Dr. Sílvio Dagoberto Orsatto ( juiz coordenador da Casa da Cidadania),irá realizar um trabalho de encaminhamento e estudo de cada caso atendido na escola e na comunidade, quebrando os paradigmas de que a justiça é feita somente para quem tem condições financeiras. Com isso busca a confiança da população menos favorecidas, ou seja, a justiça irá a quem precisa.

Desta forma os acadêmicos poderão desenvolver um papel importante perante a sociedade, pois irão bater de frente com a realidade, até então só conhecida nos livros e códigos. O direito de uma sociedade só irá ser alcançado a partir do momento que sair das teorias dos legisladores e for materializado junto a sociedade.

PROBLEMATIZAÇÃO:

A distância das comunidades carentes em relação à justiça promovida pela burocracia existente em nosso país.
O projeto “Justiça Vai À Escola” procura resolver problemas existentes nas comunidades através do atendimento realizado nas escolas da rede municipal de Lages em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, dando encaminhamentos aos problemas mais comuns existentes na sociedade nos dias atuais.

“Em 1999, a UNESCO realizou sua grande conferência continental sobre ensino superior, e se referia à idéia da universidade como mediadora de uma educação para a vida toda. A idéia de educação para o século XXI refletia a possibilidade de inserir nas pautas dos estudos acadêmicos essas novas dimensões do saber fazer, do saber ser: Dimensões que dizem respeito às condições operacionais, para lidar com os instrumentos do conhecimento, às competências cognitivas, para saber inserir o conhecimento na dinâmica da vida cotidiana, mas também as dimensões atitudinais, para saber configurar um perfil que estivesse à altura dos desafios do nosso tempo.”

O projeto é voltado para um trabalho de responsabilidade e significação de Maternidade e Paternidade que cada vez acontece mais sedo entre os jovens. Procurando esclarecer e resolver estes casos, também nos deparamos com outras perguntas relacionadas a: pensão alimentícia, investigação de paternidade, abuso sexual, aposentadoria, separação e outros questionamentos que irão surgir neste projeto de pesquisa científica e de campo, com atuação direta nos problemas levantados. Então por quê não levar a justiça até a comunidade?

PALAVRAS : Atender –resolver –encaminhar –mediar.

PÚBLICO ALVO: O projeto será executado nas escolas públicas da rede municipal de Lages.

HIPÓSTESES :

 
I- Permitir que os acadêmicos ( estagiários ) comecem uma nova etapa, onde deixam de ser alunos ouvintes e tornam-se auxiliadores na transformação de um processo de projeto de vida, de justiça. Aprofundando-os cada vez mais em diversas áreas na qual serão auxiliadores, fazendo parte de um novo grupo que estuda e aplica o que aprendeu.
 
II- Promover a participação das universidades através de convênios, que permitam os acadêmicos a ultrapassarem os limites da sala de aula, não apenas com pesquisas mas sim com trabalhos voluntários de participação direta nos atendimentos e orientações dos casos levantados nas pesquisas.
 
III- Orientar as classes menos favorecidas de uma forma prática, eficiente, gratuita e justa.
 
IV- Através do serviço social primar pela garantia dos direitos de todo cidadão assegurados na Constituição Federal e em leis complementares e inúmeras vezes inacessíveis a população.
 
V- Desenvolver o trabalho com a junta acadêmica dos cursos de direito, serviço social, psicologia e pedagogia numa perspectiva de realizar um trabalho tridimensional.
 
VI- Atuação do Serviço Social diretamente no atendimento ao usuário no qual realiza a triagem dos casos, realizando encaminhamentos para a rede de atendimento no Município e quando necessário para a equipe de profissionais que atuam no projeto.
 
VII- Interceder junto aos órgãos competentes para agilizarem nos atendimentos urgentes que encontrarão pelo caminho.

 

OBJETIVO GERAL:

Orientar estudantes e familiares para juntos formarem um Projeto de vida buscando e conhecendo seus direitos e deveres perante os poderes: Executivo< Legislativo e Ministério Público.

OBJETIVO ESPECÍFICOS :

 
I- Caracterizar a realidade dos estudantes e familiares, de uma forma que a equipe envolvida possa orientá-los dentro de uma práxis.
 
II- Promover a construção de novos valores e práticas relacionadas a uma sociedade mais justa, ou seja, da “Justiça Social”.
 
III- Desenvolver na comunidade formas de atendimento através da conciliação.
 
IV- Diminuir o índice de processos no judiciário e agilizar o atendimento de forma conciliadora e eficiente.

 

ESTRATÉGIAS:

 
I- A execução do projeto contará com a participação de professores e acadêmicos dos cursos de Psicologia, Direito, Pedagogia, e Serviço Social.
 
II- Será realizado um trabalho com dinâmicas que permitam a participação do corpo docente e discente da escola, juntamente com os familiares e comunidade.
 
III- Apresentação de teatro de fantoches.
 
IV- Aplicação de questionários aos alunos e familiares.
  V- Atendimento individualizado nos casos que precisarem.
  VI- Aplicação de desenhos para as crianças das séries iniciais.
  VII- Um dia de lazer com brinquedos e recreação.
 
VIII- Com a participação do juiz e demais profissionais das áreas envolvidas, levar aos bairros uma forma eficiente e permanente do trabalho do poder judiciário e demais órgãos que venham a compor a equipe de coordenação.

 

CRONOGRAMA:

Abril
Maio/Junho
Julho/Agosto
Set/Outubro
Nov/Dezembro
Início dos trabalho nas escolas. Trabalho Contínuo. Mutirão do registo,11/08 Continuidade dos trabalhos. Tempo indeterminado.

RESULTADOS ESPERADOS:

Levar as unidades e os órgãos competentes a prestarem mais atenção nos “ninos de lla calle” que não são apenas Meninos de Rua. O projeto busca meios de evitar que esses meninos que hoje estão em sala de aula se tornem amanhã “Meninos de Rua”, mas para evitar esses acontecimentos é preciso orientá-los de uma forma que seus pais também estejam conscientes e participando dos trabalhos, despertando na família um Projeto de Vida Responsável.

Para que nossas intenções sejam efetivadas, torna-se necessário à participação das famílias, professores, estudantes, acadêmicos e profissionais de direito, serviço social, psicologia e pedagogia. Portanto a escola será o nosso espaço para a mobilização de todos e principalmente para colher opiniões e ouvir sugestões dos pais a respeito do que esperam de orientações sobre problemas que enfrentam no cotidiano.

Que o poder judiciário seja visto não como um órgão que “PUNE, JULGA e CONDENA “, mas que oportuniza as pessoas a conhecerem um pouco de seus direitos e deveres como cidadãos.

 
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