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Paterninho era uma criança, um menino que nasceu sem a presença de um pai. Sua mãe engravidou ainda adolescente e seu namorado não quis registrar e assumir a responsabilidade. Foi embora e nunca mais voltou. O garoto cresceu sem a referência paterna. O pai fazia-lhe muita falta, mas, ainda assim, a criação de sua mãe e o amor que recebeu dela e de seus avós, fizeram dele um homem bom e de caráter. Em muitos momentos de sua vida ele pensava onde estaria aquele homem, o seu pai. Como seria sua aparência, como teria sido a vida com sua presença. Já adulto conheceu uma moça e, juntos, decidiram construir uma família. Quando seu primeiro filho nasceu, a emoção de ver aquele ser tão pequenino lhe invadiu a alma. Segurou-o no colo e naquele momento se sentiu pai, prometeu protegê-lo e amá-lo. Ele queria ser um pai de verdade! Então, Paterninho lembrou que ser pai, era uma escolha sua, que o seu próprio pai escolheu o inverso, mas, ele não precisava repetir os mesmos erros, ele iria escolher o seu filho! Foi assim que Paterninho resolveu ser um voluntário do Instituto Paternidade Responsável. Visitou escolas e trabalhou ajudando a conscientizar as pessoas para uma maternidade e paternidade mais responsável e, seja onde ele for ou estiver sempre leva o seu filho dentro do coração.
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