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Projetos realizados pelo Instituto Paternidade Responsável:
| Projeto Justiça vai á Escola |
A apresentação dos projetos e palestras desenvolvidos pelo Instituto Paternidade Responsável nas escolas abre espaço para um novo questionamento: como atuar numa equipe multiprofissional, considerando a diversidade de papéis atribuídos aos educadores da rede pública que, por vezes, desempenham além de suas funções didáticas, funções de suporte psicológico, conciliação e cuidados de saúde aos seus educandos?
Observa-se que em grande parte das comunidades, a escola reveste-se de um papel que vai além do referencial em educação tornando-se, portanto, o centro de apoio nos mais variados contextos de necessidades que demandam ações de intervenção.
A percepção desta realidade sugeriu a ampliação das pesquisas e do trabalho realizado pelo Instituto Paternidade Responsável, para a prática de ações voltadas às mudanças necessárias, para que as famílias recebam o devido suporte na compreensão dos mecanismos que podem lhes garantir maior solidez social, cultural e material. A parceria entre escola, alunos, famílias e comunidade em geral, mediada por um trabalho de suporte que oriente as pessoas na construção de um projeto de vida, pode tornar-se a chave mestra na abertura das portas para uma vida com bases sólidas na dignidade humana; onde o conhecimento dos seus direitos e deveres possam estar integrados com as ações articuladas pelos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.
A escola é um espaço de aprendizado, descoberta e crescimento, tanto para crianças, quanto para adolescentes. É neste espaço que se dá a transmissão de muitos valores, ideais e onde se afirmam padrões de comportamento que se refletem nos hábitos e atitudes.
As crianças e os adolescentes, devidamente matriculados nas redes de ensino, passam boa parte de seu tempo nas salas de aula, onde o aprendizado é um dos objetivos que recebe particular empenho dos docentes e das equipes de apoio. Para que este aprendizado seja efetivo é necessário, muitas vezes, uma reflexão sobre os mecanismos pelos quais a atividade didática pode ser renovada. Abrir lugar para outras formas de abordagem de ensino onde a criatividade, cuidadosamente explorada e utilizada para abstração de novos conteúdos e práticas educativas, torna-se novo horizonte a ser transposto.
A crescente preocupação com a polêmica, que perpassa alguns temas como a sexualidade, presente nas fases desenvolvimentais de crianças e principalmente de adolescentes e jovens, bem como o consumo de drogas e a promiscuidade, desperta atenção por parte dos educadores e da sociedade em geral, devido às questões intrínsecas ao tema. Estas questões sinalizam a emergência de cuidados no que se refere à prevenção de problemas decorrentes do início da vida sexual e do uso de drogas por parte de jovens e adolescentes que, muitas vezes, permanecem desatentos para as conseqüências de seus atos. Com isso, cresce em proporções que demandam intervenção severa, os casos de aumento nos índices de drogadição, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce, não planejada e indesejada entre a população juvenil, sem preparo para a vivência dos conflitos que podem surgir em suas vidas.
Para que as ações de prevenção destes problemas sejam eficazes no contexto da educação, além das estratégias de ensino tradicionais, peculiares ao contexto escolar onde os conhecimentos se acumulam e se transmitem por meio dos livros e produções de conhecimento já existentes, aparecem como recurso valioso atividade lúdica e a dramatização de textos que tratam deste assunto.
O teatro há muitos anos, é considerado como modalidade artística capaz de propagar cultura e educação a todos os segmentos etários e sociais onde é praticado, levando consigo a riqueza da arte cênica que prende a atenção de seus expectadores e deixa, de forma indelével, sua mensagem gravada na memória das pessoas.
Assim sendo, o teatro torna-se uma forma de transmitir conhecimentos, repassar informações e reproduzir a realidade. Através do lúdico e da encenação se aprende, como comprovam as teorias de Jean Piaget e outros tantos teóricos da aprendizagem. O teatro de fantoches traz à cena bonecos que são, a princípio, inanimados, mas que, ganham vida com a interpretação e encenação da realidade. Deste modo, questões referentes à drogadição, à sexualidade, ao papel da paternidade, da maternidade, da família, da gravidez precoce, das doenças sexualmente transmissíveis, valorização pessoal e do corpo e projeto de vida, tão pertinentes e merecedores de discussão na faixa etária da adolescência e juventude, tornam-se divertidas e mais acessíveis a esse segmento da população que passa a interagir com os atores e debater sobre os temas abordados com mais liberdade de expressão, propiciando reflexões não só no momento das apresentações, mas, posteriormente também.
Tornar sonhos em realidade possível, principalmente quando se trata de crianças carentes, é atividade gratificante e que merece destaque. Pensando em estampar sorrisos nos rostos das crianças que sonham com roupas e calçados novos, o Instituto Paternidade Responsável, juntamente com a Vara da Fazenda Pública de Lages, apadrinha algumas turmas de crianças das escolas públicas visando realizar uma festa de Natal enriquecida por doces, guloseimas, distribuição de presentes e que conta, além de tudo isso, com a presença do Papai Noel.
Este projeto teve como objetivo confeccionar, inicialmente, 1000 CDs, juntamente com o Kit do Instituto Paternidade Responsável. Estes CDs contêm músicas escritas por alunos das escolas públicas e cantores da cidade de Lages, bem como de membros participantes do Instituto.
As músicas gravadas têm como propósito retratar a sociedade lageana, trazendo com lema constante a Paternidade Responsável, buscando assim, enfatizar o compromisso de ser pai ou mãe, a toda população.
| Projeto Plante uma Consciência, Colha uma Vida |
Percebe-se a importância das praticas de manejo no que tange as questões ambientais, a prática a campo e a vivencia da experiência. A responsabilidade "de cuidar" de um ser, neste caso uma planta, une-se a questão ambiental, tão presente nos dias de hoje como um dos objetivos do Instituto de manter os laços de afinidade, o dever de cuidar.
Esta práxis de trazer a criança e o adolescente para uma lide de ser o responsável pelo desenvolvimento de uma futura árvore conjumina, de forma explicita, a preservação ambiental com um alcance de futuro e a responsabilidade com outro ser - a planta.
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