Vários acontecimentos marcam a trajetória de nosso Instituto e a luta que temos para mantê-lo, foram muitos os fatos ocorridos e muitas pessoas que em nós depositam a confiança de que um bom trabalho é realizado em prol da comunidade.


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Paternidade Responsável luta pela estadualização


Entre os projetos da Vara da Fazenda está o Instituto Paternidade Responsável que busca a redução das filas de espera para muitos atendimentos aos cidadãos e de processos judiciais. Neste ano pretende-se ampliar para todo Estado está importante iniciativa social. A proposta surgiu com o intuito de contribuir socialmente para que as famílias se tornem mais bem estruturadas. Com isso surge a necessidade de evoluir quanto aos métodos aplicados para muitos procedimentos e também a ampliação e extensão do programa para a rede de ensino estadual.


Segundo o juiz Silvio Dagoberto Orsatto “esta inclusão tem efeito quando torna possível ações com participação coletiva, fazendo com que excluídos recuperem sua dignidade através do reconhecimento da paternidade. A mobilização da sociedade quanto à importância do Programa é uma forma de consolidar uma nova cultura em relação à responsabilidade paterna e materna. É sabido que a participação dos pais na educação dos filhos é fundamental e essencial para inseri-los na sociedade, considerando que é dever de todos participar de ações que contribuam para sua inserção no meio social”.
Desde sua criação o instituto já atendeu mais de 609 casos. Desses 60% foram resolvidos e 40% encaminhados e orientados para as providências via judicial. Ao todo foram 48 audiências realizadas diretamente no Instituto no ano passado e 11 passaram por exames de DNA para comprovação de paternidade.
O Instituto, através do laboratório de DNA, facilita o reconhecimento da paternidade biológica, resolvendo a questão de forma rápida para que a criança seja poupada de maiores problemas.


Durante o ano passado foram realizadas audiências conciliatórias e atendimento nas escolas através do Programa “A Justiça vai à Escola”, que visa orientar a comunidade sobre os direitos do cidadão.
O diferencial é atender quem necessita. Alguns atendimentos acontecem até nos locais previamente agendados, como ocorre na Força Tarefa, tendo como suporte as escolas municipais de Lages. No ano passado foram atendidas 32 escolas e 13 Centros de Educação Infantil, sendo que algumas vezes é necessário realizar um trabalho de atendimento contínuo, ou seja, além de encaminhamentos de registros tardios, segunda via e reconhecimento, os pais são orientados sobre diversas situações e serviços.


Segundo a Assistente Social Ivonete Chiqueti Bastos o projeto foi evoluindo ao longo do tempo e hoje este trabalho é de grande ajuda para a comunidade. Ela disse que existem formas de conscientização que são aplicadas após um estudo complexo de cada situação. Já são inúmeros os casos atendidos e segundo Ivonete, o que mais chama a sua atenção é a gravidez precoce, onde entre os adolescentes a idade é o que menos importa. “Um dos casos que mais me marcou nesses tantos atendimentos foi quando uma menina de 13 anos que dizia estar grávida de um garoto de 14. Após o exame de DNA ficou constatado que o filho não era dele”, revelou...

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